AIP cria Comunidades de Energia Renovável em Lisboa e Loulé
No total, nas duas cidades mais de 600 painéis solares fotovoltaicos vão produzir energia limpa para autoconsumo individual, mas também coletivo.
“estamos neste momento a constituir um conselho consultivo de transição energética com representantes de empresas e entidades públicas que nos permitirá refletir sobre as questões pertinentes destas áreas”.
A Associação Industrial Portuguesa – Câmara do Comércio e Indústria (AIP) quer partilhar a energia produzida por painéis fotovoltaicos – instalados em edifícios da associação – com outras empresas e organizações. No total, em Lisboa, e em Loulé, mais de 600 painéis solares fotovoltaicos vão produzir energia limpa para autoconsumo individual, mas também coletivo, sendo que o projeto conta já com várias entidades que aderiram a ambas as Comunidades de Energia.
De acordo com um comunicado da AIP, os primeiros passos para a criação de uma Comunidade de Energia Renovável foram dados o ano passado, com a instalação de uma Unidade de Produção para Autoconsumo (UPAC) na cobertura de dois dos quatro edifícios de que a associação é proprietária na Junqueira, em Alcântara. Nessa altura, numa parceria celebrada entre a AIP e a Renewing, instalaram-se 182 painéis fotovoltaicos. Agora reforçou-se a capacidade com mais 52 painéis, aumentando a capacidade instalada para 126 KWp que permite produzir 180,13 MWh/ano.
O próximo passo será a expansão da capacidade instalada para criar uma Comunidade de Energia Renovável na Junqueira que contará com 488 painéis, instalados em 1.200 m2 de cobertura de edifícios.
O presidente da AIP, José Eduardo Carvalho, referiu em comunicado que a associação, “com estas duas Comunidades de Energia Renovável, [está] a dar passos rumo a um futuro mais sustentável da AIP, mas também a mostrar aos nossos associados que a transição energética está a acontecer.” Acrescentou ainda que “estamos neste momento a constituir um conselho consultivo de transição energética com representantes de empresas e entidades públicas que nos permitirá refletir sobre as questões pertinentes destas áreas”.
